segunda-feira, 19 de novembro de 2007

OS EIGHTIES, MUSICAS E MEMÓRIAS



É engraçado como nos impingem esta história da moda, fala-se em novidades, vanguarda, inovação vai-se a ver e não tem nada de novo. É só olhar à nossa volta e parece que recuámos até à década de oitenta. Nunca me interessei por moda mas no outro dia estava a ver uma reportagem e fartei-me de rir porque se previa que 2008 ia fazer reviver o espírito dos chamados "neo-românticos" do início da década de oitenta. Hoje a imprensa e a blogosfera vieram confirmá-lo com as críticas ao mais recente álbum dos velhinhos Duran Duran.

"Red Carpet Massacre" é o novo trabalho da banda de Simon le Bon e companhia e, já está anunciado como o melhor trabalho da banda desde o mítico "Rio" de 1982. Deste disco apenas conheço "Falling Down" que tem um bonito vídeo e "Nite Runner", gostei da música não do vídeo que parece de uma banda de rap. A isto não será estranho o facto de Timbaland ser o produtor do disco que também tem a colaboração do Sr. Justin Timberlake, o ex da Britney que nunca me convenceu musicalmente.
Pela amostra o disco parece interessante, não sei se merecerá todo este barulho, logo se verá.




Os Duran Duran surgiram em finais da década de 70 e o nome da banda é inspirado na personagem Durant-Durant, interpretada por Milo O'Shea no Filme Barbarella(1968) de Roger Vadim. Foram das primairas bandas a saber aproveitar o fenómeno MTV que emergia na altura. Algumas belas canções ilustradas por magníficos vídeos muito bem monstados não tardaram em fazer as maravilhas das adolescentes da época.
Em 1981 era lançado o primeiro álbum; "Duran Duran" que vendeu cerca de 6 milhões de cópias. "Girls on film" e "Palnet Earth" foram os dois grandes sucessos do álbum que abriram a porta para o disco seguinte, "Rio" que é um dos meus discos preferidos da década de 80. Nunca me cansei de ouvir canções como "Save a Prayer" ou "Hungry Like The Wolf". E como eu sonhava com grandes aventuras nos lugares paradisíacos onde eles rodaram aqueles vídeos.


Hoje falo tanto deles porque tiveram uma grande importancia na minha pré-adolescência. Chegaram a ser a minha banda preferida na altura.
Foi em 1981 que o fenómeno explodiu em Portugal que já começava a pescar as tendências que vinham de fora. Eu teria os meus 11 anos quando vi pela primeira vez o vídeo "Girls on Film" que passava na televisão e que também rodava nas poucas estações de rádio que havia na época. Eram quatro carinhas bonitas com penteados e roupas muito estranhos.

Por essa altura era um menino tímido que, chegado de uma terrinha transmontana, veio cair de pára-quedas na cidade. Para mim viver em Oeiras foi como aterrar num planeta completamente diferente no entanto foram dois anos fabulosos.
Tenho um grande carinho pelos anos oitenta, foram os melhores da minha vida. Foram os anos das descobertas: Do amor, do corpo, da sensualidade e acima de tudo da vida.

Na banda sonora da minha vida os Duran Duran não duraram muito mas foram três anos e dois álbuns muito intensos. Depois de "Rio" a música deles deixou de me interessar e começaram a inspirar algumas das bandas dos anos 80 que mais odiei como Wham, Modern Talking e outros.

Não sei se já repararam na secção de vídeos aqui ao lado, tenho tentado fazer uma escolha músical que tenta abordar a temática gay, não só nos vídeos como no tema das canções. Como não conheço década mais gay em termos musicais que os anos 80 vou passar durante uns tempos alguns dos vídeos que fizeram parte da minha banda sonora dos anos dessa década. Por aqui deverão rodar os Pet Shop Boys, Depeche Mode, Duran Duran, Human League, Classix Nouveaux entre outros.
Para já começo com um grande êxito do início da década; Visage e "Fade to Grey". Os Visage foram uma banda que apenas teve um sucesso mas por lá passaram Midge Hure e Billy Currie dos Ultravox.

3 comentários:

Paulo disse...

estas viagens ao passado sempre existiram, a questão é que agora são mais rápidas e a passados mais recentes. gostei de Nite Runner, mas estou como tu: demasiado rap. Engraçado: na adolescência tb os ouvia porque os meus irmãos mais velhos os ouviam e estavam na moda. Muito interessante a ligação que fizeste entre Duran-Duran e a aterragem na cidade (e aprendizagem da vida). A minha aprendizagem foi sempre mais suave porque os espaços foram crescendo gradualmente e nunca houve um choque assim.
Quanto às escolhas no sidebar, muito boas como as que pões a tocar!
Um abraço

Special K disse...

Paulo: Eu ouvi-os porque estava a entrar na adolescência e eles eram a loucura do momento. Entre as miudas era uma histeria. Depois deles já passaram muitas bandas do género mas muito poucas com qualidade, só carinhas bonitas com coreografias bem ensaiadas.
A música é uma paixão bem antiga, as minhas escolhas são apenas uma parte da banda sonora da minha vida.
Um abraço.

Paulo disse...

compreendo-te muito bem: as escolhas são sempre escolhas, não são a totalidade!