quarta-feira, 16 de julho de 2008

NEIL YOUNG



Confesso que tenho um certo prazer masoquista em ler crónicas sobre concertos a que não pude ir. O recente concerto de Neil Young no Alive é um deles. Às vezes quase que sinto saudades dos tempos em que só havia dois ou três concertos por ano.

Em mais de quarenta anos de carreira, Neil Young já passou pelos Buffalo Springfield, tocou com Crosby, Stills and Nash e iniciou uma carreira a solo que apesar dos seus altos e baixos, nunca deixou de ser brilhante.

Com 62 anos e após uma complicada operação a um aneurisma, seria de esperar que ele trocasse a guitarra e a harmónica pelas pantufas e pela sueca com os outros velhos no jardim.
Mas como o músico canadiano leva a sério o velho slogan de que "velhos são os trapos", voltou às cansativas digressões e não se poupou. Segundo rezam as crónicas foi mesmo um grande concerto.

Hoje deixo esta homenagem a este grande senhor. Em breve será a vez de outro gigante canadiano que tocará em breve no nosso país.

13 comentários:

Catatau disse...

Há um álbum deste veterano que eu gosto muito: o Rust Never Sleeps, de 1979, com os Crazy Horse. Ao vivo deve ter sido um espectáculo.

Nós por cá temos agora o Marés Vivas, em Gaia, com o Peter Murphy e Sisters of Mercy (mnham!), The Prodigy, o Tricky (o último disco acho que é um espectáculo) e ainda os James. Realmente o que não falta é concertos por todo o lado e para todos os gostos.
Este Marés Vivas espanta-me pela pior das razões: está literalmente em cima do Refúgio Ornitológico do Estuário do Douro - um sítio onde é suposto as aves migratórias descansarem e terem toda a calma para nidificarem. Não sei se estás a ver as crias ao mosh e ao headbanging... :(

Bem gostava de saber o que é que deu na cabeça do pelouro do ambiente (todo ele!) da Câmara de Gaia. Uma inanidade medonha.

Estrelaminha disse...

bom dia!
um clássico excelente com uma mensagem que aprecio muito.
bjs

gitas disse...

Excelente sempre. Gosto muito dele:)
beijos

Tongzhi disse...

Tens toda a razão, é um senhor!!!

pinguim disse...

Deste gosto, é dos antigos, dos que entendo a melodia...
Abraço.

WolfHeart disse...

Eh! O velhote.

Fã de Les Paul (como eu, diga-se).

passei a vida a ouvir o gaijo (o meu irmão era fanatico pelos Crosby, still, Nash and Young)

Abraço, moço.

PS - Já te mencionei que foste linkado?

Socrates daSilva disse...

Sim, Neil Young!
O que vem a seguir é o Leonard Cohen, não é? Adoro.
Abraço

Special K disse...

Catatau: O Rust never sleeps é uma preciosidade. Não gosto destes exageros mas há quem lhe chame o melhor álbum de sempre ao vivo.
Com prodigy, Sisters e peter murphy, o marés vivas promete. Eu adoro música mas acho que o bem estar das aves, ou de qualquer outro animal, deve estar sempre em primeiro lugar.
Um abraço.

Special K disse...

Estrela: O Neil Young já é um clássico dos clássicos. Não é de admirar que grandes bandas do nosso tempo reclamem a sua influência.
bjs

Gitas: É mesmo muito bom e com a idade dele...
Bjs

Wolfheart: Les Paul é outra grande influência para muita gente. Segundo eu já li foi ele próprio que desenhou a sua guitarra que seria depois comercializada pela Gibson e que ainda hoje é uma das mais usadas pelos maiores guitarristas do mundo.
Quanto ao link já sabia. Em breve tenho que fazer uma limpeza aos meus, mas já estás há muito adicionado ao meu google reader.
Um abraço.

Special K disse...

Tonghzi:
É mesmo um grande senhor

Pinguim: Concordo mas também gosto muito daqueles que não se consegue perceber a melodia :D
Um abraço

Special K disse...

Sócrates: E é já hoje mesmo. Um abraço.

Paracletus disse...

É, sem sombra de dúvida, um grande cantor...

Special K disse...

Paracletus: Sem dúvida.
Um abraço