quarta-feira, 21 de maio de 2008

AOS ESTUDANTES PORTUGUESES


Fado Despedida do 5º Ano Juridico

Neste Maio de revoltas estudantis, uma palavra para todos aqueles que se rebelaram contra o sistema vigente e lutaram por um mundo um pouquinho melhor:

Aos jovens da greve académica de 1907 que deram mais um abanão numa monarquia já em avaçado estado de decadência.

Aos jovens da década de sessenta que durante as várias crises de 1962, 65 e 69 abalaram um regime cinzento e fizeram mexer a cinzenta sociedade portuguesa.

Aos jovens da "geração rasca" que combateram a Ministra Ferreira Leite e ousaram mostrar o rabo ao Grilo. Quantos de vocês que me lêm eram estudantes naquela altura?
Para todos eles as

FLORES PARA COIMBRA

"Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não."


Manuel Alegre
Flores para Coimbra

4 comentários:

Anônimo disse...

E pode haver melhor homenagem do que este poema arrebatador de Manuel Alegre?! :)

(Melhor, melhor, só acabar com a desgraça actual desta juventude que - mercê da exploração empresarial - vai ficar conhecida como a "geração 500 euros"!)

Anônimo disse...

Excelente post!
Beijos

João Roque disse...

Obrigado pela parte que me toca: geração das crises de 1962, 1965 e 1969.
Manuel Alegre: o Poeta, o Político e o Homem...
Abraço.

Special K disse...

Catatau, geração 500 euros ou recibos verdes. Qual deles o pior?

Obrigado Gitas.
Bjks

Pinguim: Não tens nada que agradecer. Eu confesso que não era nascido em nehuma delas.
Um abraço.