





Que bom aproveitar este pequeno período entre semestres para descansar um pouco e poder voltar a desfrutar de alguns dos meus prazeres preferidos.
O meu regresso ao cinema não foi com "Milk", esse será muito em breve e com boa companhia.
«A vida seria infinitamente mais feliz se nascêssemos com 80 anos e nos aproximássemos gradualmente dos 18»
Esta frase é do escritor norte-americano Mark Twain e terá inspirado o conto de F. Scott Fitzegerald em que este filme se baseia, ainda que de uma forma muito ligeira.
Benjamim Button (Brad Pitt) nasce no final da Primeira Guerra Mundial com 80 anos e vive toda a sua vida ao contrário. “A vida não se mede em minutos, mede-se em momentos”, a frase é do próprio Ben e marca bem todo o espírito da personagem e do filme; seja qual for o sentido em que a vida corra, o fim é sempre certo. Talvez baseado neste pensamento, Ben nunca se lamenta do destino, e aos cinco anos, com corpo de velho, aceita o seu destino sempre pensando que a morte estava próxima. Aliás não é por acaso que Benjamim é abandonado pelo pai (Jason Flemyng) à porta de um lar de idosos governado pela enérgica Queenie (brilhante Taraji P. Henson). Para ela uma criatura tão feia também era obra de Deus, assim também merecia uma oportunidade, Queenie torna-se então na mãe adoptiva de Ben.
Ainda velho Benjamim conhece Daisy (Cate Blanchet), uma criança de sete anos que será o seu grande amor e cuidará dele, mesmo no berço. A história é narrada pelo próprio Benjamim através do seu diário que legou a Daisy e que é lido pela filha Caroline (Julia Ormond) no seu leito de morte.
O “Estranho caso de Benjamim Button” é um filme belíssimo, com um excelente Brad Pitt, nomeado para o Óscar para Melhor Actor Principal. O filme está aliás nomeado para treze estatuetas douradas, entre as quais estão as de Melhor Actor (Brad Pitt), Actriz Secundária (brilhante Taraji P. Henson), Realização (David Fincher), Argumento Adaptado (Erich Roth) e Melhor Filme.
Pois, o meu regresso à sétima arte não foi com "Milk", esse será em breve e com boa companhia.
Quando ouvi falar deste filme pela primeira vez lembrei-me logo deste post:
Vida ao Contrário

Islândia
Para Obama e Sigurdardottir, só posso desejar boa sorte, bem que precisam. No entanto não posso deixar de ficar triste por se dar mais importância à cor e à orientação sexual dos políticos em lugar das suas competências. Espero então que chegue o dia em que a eleição de um negro, de uma mulher ou de um homossexual deixe de ser notícia, isso seria sinal de que os preconceitos e as discriminações chegaram ao fim.

Sonho causado pelo vôo de uma abelha à volta de um romã, um segundo antes de despertar - Salvador Dalí E pronto está respondido, o desafio fica por aqui para quem quiser pegar nele.

Meus caros amigos quero apenas desejar um




"XXY": Um belíssimo filme sobre as angustias de Alex, uma adolescente hermafrodita, que começa a despertar para a sexualidade apercebendo-se ao mesmo tempo do preconceito da pequena localidade piscatória onde vive com os seus pais.

"Saturno Contro": Um filme intimista sobre um grupo de amigos que tenta vencer os seus problemas e superar a morte de um deles. Os traumas de uma geração que também é a minha, talvez por isso foi o meu filme preferido do Festival.
Na secção de Documentários a vitória foi para Darling - The Peter Dirk Uys Story e "69 - Praça da Luz" venceu na categoria melhor curta-metragem.
Nesta semana de cinema foi muito bom rever alguns bons amigos que me acompanharam em várias sessões: Um grande abraço aos dois meninos do felizes, ao Pinguim ao Engine (foi um prazer conhecer-te pessoalmente), ao Rui à Sara, Xana, ao J. e finalmente um abraço especial às meninas do Amorfemarte e ao S. por um grande final de noite no Maria Lisboa.


E lá passou mais um dia 11 de Setembro, uma data que ficará para sempre marcada como uma das mais negras da história da humanidade.
Foi há sete anos que um grupo de fanáticos cometeu o mais horrível atentado terrorista da história da humanidade. Estes acontecimentos despoletaram outras guerras, novos confiltos, mais ódio e muitas mais mortes. Tanta coisa que custa a crer que foi só há sete anos atrás.

Também no dia 11 de Setembro, mas de 1973, dava-se no Chile o golpe militar que viria a instaurar a sangrenta ditadura de Pinochet.
Foi nesse dia que as tropas cercaram o Palácio de La Moneda, sede do governo onde se tinha refugiado o Presidente Salvador Allende. A resistência era impossível, para evitar ser capturado, Allende preferiu o suicídio.
Teve mais sorte que muitos dos seus apoiantes que escaparam com vida e foram encarcerados no Estádio Nacional do Chile, transformado em campo de concentração.
Apesar de figurar ao lado de Hitler, Estaline e Pol Pot, na lista dos maiores monstros do século XX, Pinochet não deixou de ser considerado como um católico modelo, pelo Papa João Paulo II durante uma viagem oficial ao Chile em 1987.
Isto lembra-me que muitas pessoas, à esquerda e à direita, classificam as ditaduras de acordo com as cores políticas ou motivações religiosas.


"Refeição Nua" de William Burroughs, com o infeliz título em português de "Alucinações de um Drogado" foi o meu primeiro grande choque literário, um autêntico murro no estômago.